Orixás do Mês de Abril

19 – Dia do Índio
(Mensagem do Sr. Cacique Tupinambá, chefe do Templo Iansã e Cacique Tupinambá, psicografia por Mãe Nazareth)

Imagem - Templo Iansã e Cacique Tupinambá

O Templo do amor é o coração. Nele devemos cultuar a natureza de Deus, que é a paz. Aqueles que buscam por conhecimentos espirituais, em primeiro lugar, devem estudar os caminhos da humildade e da peregrinação de Cristo. Não devemos sair por aí pregando palavras de amor impressas no papel, mas usar a sabedoria da humildade e sem artifícios ou ensaios, falar a língua do verdadeiro amor, da mesma forma que Jesus Cristo assim pregou aos pescadores, camponeses, pastores, doutores e a muitos sábios.
Na humildade de sua fala, Cristo falou aos surdos e esses ouviram, aos mudos e esses falaram, aos cegos e esses enxergaram, aos aleijados e esses caminharam. Os doutores e os sábios entenderam e compreenderam os ensinamentos do Mestre. O Templo do amor é a maior escola do planeta. Filhos de todas as nações, com cargos e posições, buscando por Jesus Cristo, poderão encontrá-lo dentro do seu próprio coração.


Dia 23 - São Miguel Arcanjo - O Patrono do Exército de Ogum

Imagem -Templo Iansã e Cacique Tupinambá

Comemoramos no dia 23 de abril o dia de um grande líder espiritual: São Miguel Arcanjo – patrono do exército de Ogum. São várias legiões que se dividem em grupos, sendo chefiadas por um Ogum. Em cada ponto do reino da natureza temos uma legião de soldados atuando em nosso favor. Eles são consagrados em vários pontos de energias naturais como: nas águas doces e salgadas, nos campos, nos cemitérios, matas, estradas, etc. São milhões de legiões ligadas ao grande exército de São Miguel Arcanjo. Senhor Ogum trabalha em todos os pontos, ele exerce um poder muito grande em todas as linhas e na esquerda ele é reconhecido e respeitado como o grande general, não existindo um Exu, quiumba (espírito obsessor), Eguns (espíritos sofredores) que não obedeçam e acatem a uma ordem de Sr. Ogum.
Nos terreiros eles se apresentam com a postura de um guerreiro e a nobreza de um grande cavalheiro. A energia do seu trabalho é a de transformação, quando ele chega qualquer pessoa mesmo sendo leiga pode sentir a transformação no ambiente. Ele é o primeiro guia que se apresenta na gira da Umbanda, descarrega seus filhos e abre as correntes dos trabalhos, deixando as linhas abertas para todos os guias se manifestarem em seus médiuns.
Eles permanecem o tempo todo de plantão permanente, dentro e em volta do terreiro, até o encerramento dos trabalhos espirituais. Muitos julgam que fechando a gira encerram-se os trabalhos dos guias – e não é verdade. Antes de chegarmos ao terreiro os guias já estão nos esperando, são os primeiros a chegar no ponto de trabalho e os últimos a deixarem. Uma prova disso é que muitos dos nossos Guias às vezes aconselham alguns filhos acenderem uma vela no cruzeiro das almas, na esquerda, etc. Isso prova que quando deixamos o ponto de trabalho os guias continuam atuando em cima do que trabalhamos.
O médium que prestou juramento à bandeira da caridade e não aparece no terreiro é um devedor da Lei Maior. Os Guias estão lá de plantão esperando por ele. Se o filho não vem o guia faz o que pode para ajudar nos serviços prestados no terreiro, sendo o médium o responsável pelas suas ações, pois ele tem o livre arbítrio de honrar ou não o seu compromisso. Apenas uma coisa é certa para todos nós: quem deve vai pagar, mais cedo ou mais tarde. Os guias são os últimos a deixar o terreiro, eles ficam trabalhando com os desencarnados que estão sempre lotando os Templos, geralmente quem transporta esses irmãos desencarnados são os encarnados que vão buscar ajuda nestes locais. É muito importante termos consciência que: terminando o nosso trabalho, devemos manter silêncio e respeito dentro do terreiro e fazer o que tem de ser feito e sair o mais rápido possível, deixando os guias trabalhando em paz e segurança.
Falando no Orixá Ogum é bom ficar esclarecido que ele não é uma entidade que vem nas correntes de consultas de atendimento ao público. O trabalho dele é preparar o médium, descarregar o local e as pessoas, sem ficar parado por muito tempo em atendimento particular com um filho. Ele é como um sol: está sempre irradiando em direção de todos: não demonstram preferências especiais por ninguém e faz com que todas as pessoas se sintam especiais diante dele.
Passam grandes ensinamentos de doutrina e ordem de trabalho, às vezes aconselha um filho até um banho ou remédio, mas tudo isso é feito sem envolvimento de consultas onde a entidade fica parada frente a frente com o filho por vários minutos.
Todo Umbandista esclarecido sabe que uma das características do Senhor Ogum é que ele não fica parado num só ponto por muito tempo, ele se movimenta dentro do terreiro como se de fato estivesse fazendo uma ronda. Esse é o movimento de trabalho do Sr. Ogum.
Muitos filhos por ignorância às vezes querem fazer consultas pessoais com senhor Ogum e tentam prender a entidade num ponto. Logo notamos que o senhor Ogum solicita a intervenção de uma mãe ou pai pequeno e recomenda que oriente o filho a fazer uma consulta com determinado Guia com ordem de trabalho neste setor. Nós não podemos e não devemos confundir as hierarquias espirituais. O médium mal informado e mal preparado muitas vezes usa seu próprio pensamento para usufruir das forças de Ogum e desenvolver trabalhos que não dão certo...não dão certo porque senhor Ogum saiu e deixou o vaidoso médium falando e agindo por conta própria. Muitos médiuns deveriam aprimorar-se um pouco mais nos caminhos espirituais para não saírem por aí desmoralizando o nosso trabalho perante a Umbanda.
Fiquem atentos! O trabalho de Ogum em terra não é vir acertar noivados ou resolver problemas particulares de quem quer que seja, ficar ouvindo besteiras ou asneiras de uns e outros. Para dar um atendimento de conselhos e orientações contamos com nossos guias especializados que são os baianos, boiadeiros, marinheiros, Exus, Pretos Velhos, etc.
Dentro de um terreiro numa mesma gira podemos encontrar vários Oguns representando muitos pontos da natureza, como: Beira Mar, Rompe Mato, Megê, Sete Ondas, Ogum de Lei, Beira Rio, Matinata, Ronda, etc. Sua gira é formosa e cheia de vibrações, os movimentos fortes e seguros marcam e determinam bem as características do Orixá Ogum. Como generais da banda eles são respeitados por todas as entidades, especialmente pelos Exus e são temidos pelos espíritos errantes. Se numa gira de Ogum um médium manifestar em incorporação um Exu ou espírito sofredor e senhor Ogum se aproximar e ordenar a este espírito para deixar o médium e ele não obedecer, com certeza não é um espírito e sim distúrbios da mente do médium, como: drogas, bebidas, etc., menos manifestação espiritual, pois estes respeitam, obedecem e acatam as ordens de senhor Ogum.
Como podemos observar, dá para perceber a força e o poder do senhor Ogum. Se você tem necessidade de buscar a sua ajuda, corra e com humildade peça essa ajuda. Todos recebem!